Textos de Vénus

Literatura Erótica

               
   
    «Gays? que nojo..» 
- dizia eu. Agora namoro com um. Ironia do destino.

   Eu conheci o Gustavo pela internet, sempre tive dificuldades em interagir com pessoas que não conhecia, para além disso detestava sair de casa.

   Assumi-me quando tinha 14 anos porque o meu primo tinha-me contado o que ser gay significava. Eu achava que era normal os rapazes gostarem de rapazes. E é. Embora nunca tivesse namorado na vida gabava-me do contrário, e foi por isso que o Gustavo se interessou em mim.

   Ele vive em Viana do Castelo, uma hora de autocarro de onde vivo. E foi lá que nos encontramos pela primeira vez cara-a-cara, ele é bem mais giro ao vivo do que através do ecrã do computador. Era ruivo de olhos verdes. Tinha o nariz comprido e fino, para combinar com os dedos. Tinha os dentes perfeitinhos e cabelo despenteado. Tal como eu gosto. Estava super nervoso e ele, claro, percebeu. Foi super meigo, não me pressionou nem tentou nada engraçadinho, no inicio. Fomos comer qualquer coisa e passear pelo centro comercial.

  Admito que estava teso que nem uma vara de bambu. Dê-mos o primeiro beijo umas horas depois do início do encontro e ia jurar que sentia os boxers frios. Vim-me. Foi horrível. Nem sabia que isto podia acontecer. Engraçado. Continuava teso, e cada vez mais.

  Eu já sabia que ele era um bocado… atrevido, talvez. Mas quando enfiou a mão pelas minhas calças a dentro e começou a massajar-me a pila eu perdi qualquer gota de dúvida que pudesse ter. Afinal, estávamos sentados nuns degraus dentro de um centro comercial. Mas eu não o parei. Aquele tesão e a adrenalina que me corria pelas veias pelo medo de ser apanhado impediam-me. Muito pelo contrário. Faziam-me a pila pulsar de tesão.

  Agarrou-me pela mão e levou-me para um cubículo qualquer na casa-de-banho. Curtimos até me doer os lábios. Lambeu-me a cara e continuou com a língua até ao peito. Já estávamos praticamente nus quando ele chegou ao umbigo. Baixou-me os boxers com os dentes e começou a lamber a cabeça e depois a brochar-me os tomates. Sabia tão bem que me tinha esquecido que estava num lugar público.

  Guiei-lhe a cabeça com as mãos. Ele conseguia enfiar a minha piroca até à garganta. E ela não era propriamente pequena. Estava tão excitado que só lhe queria retribuir o favor. Puxei-o para cima e empurrei-o contra a parede fria do cubículo, ignorei o estrondo que tinha feito e esqueci-me das preliminares e comecei a chupar. O pénis dele era mais pequeno que o meu, mas era grosso. Não sabia a nada. Quando ele me agarrou no cabelo excitou-me ainda mais, por isso chupei ainda mais de força.

   Parei mesmo antes de ele se conseguir vir. Meti-me de costas para ele e abri as pernas. Ele sabia exatamente o que eu queria e obedeceu. Cuspiu na pila para lubrifica-la e começou a enfia-la… muito devagarinho… O mix de dor mais tesão era perfeito. Já sentia o peito a suar. Não aguentei. Peguei-lhe na pila e enfiei o que restava. Estava toda dentro de mim. Ele agarrou-me na cintura e guiou o meu corpo, que tremia de tanto prazer. Conseguia sentir os pintelhos dele no rabo. Virei a cabeça para o lado e curtimos enquanto ele em comia. Assim evitava gemer alto, conseguia ouvir alguém a lavar as mãos. Ele abrandava e acelerava. Eu masturbava-me. 

             quase…                                                          ..quase…

                                  está quase…                               ahn…

Ele veio-se para as minhas costas. Veio-se tanto que me apanhou o cabelo. Eu esporrei a porta toda. Ficamos uns segundos parados na mesma posição, apenas para ganhar o fôlego. Foi a melhor foda que demos. Ainda temos uns bons encontros ao fim-de-semana. Mas a primeira é sempre diferente.

Há 9 meses